HORÁRIOS

ATENDIMENTO
2ª a 6ª – 09.00h às 21.00h

Para os doentes e para os cardiologistas que os ajudam, 24 horas por dia, todos os dias.


A cirurgia cardíaca e torácica exige um profundo conhecimento, experiência e espirito de equipa. A excelência dos resultados advém da integração destes conceitos. A Clínica de Cirurgia Cardíaca e Torácica da CSB em parceria com a UNILABS e o Porto Heart Center é capaz de fornecer os melhores médicos e os melhores e mais complexos cuidados de saúde.

Somos uma unidade funcional formada por especialistas em cirurgia cardíaca e torácica, apoiada por uma equipa multidisciplinar disponível 24 horas por dia. A nossa estrutura permite efetuar com segurança e sem restrições, todas as técnicas da cirurgia cardíaca e torácica moderna, incluindo tratamento cirúrgico mini-invasivo e percutâneo.

A nossa atividade dirige-se aos pacientes e aos clínicos que os seguem, e que pretendem ter os seus doentes rápida e eficientemente tratados. As nossas preocupações centram-se sobretudo na qualidade do tratamento clínico a oferecer, mas uma parte importante dedica-se a fazê-lo forma personalizada, com eficácia administrativa e controle estrito dos custos. O tratamento pessoal e individualizado é a base sobre a qual assentam toda a nossas atividade.
O nosso objetivo: garantir um atendimento eficaz por uma equipa que procura a excelência.

CASA DE SAUDE DA BOAVISTA | TRADIÇÃO NA INOVAÇÃO

NOVOS PROCEDIMENTOS

Na maioria dos casos a primeira escolha para tratar a doença da válvula aórtica é a cirurgia cardíaca. No entanto para alguns doentes esta solução pode ter contraindicações e ser demasiado arriscada. Nestes casos a TAVI | Implante Transcatéter de Válvula Aórtica, pode ser uma opção a considerar.

O procedimento consiste em introduzir através de uma artéria periférica, femoral ou subclávia, uma válvula colapsada que se expande quando chega ao coração. Este procedimento é efetuado através de cateteres colocados em uma ou mais artérias e geralmente com anestesia local e uma sedação ligeira.

A equipa da Clínica de Cirurgia Cardíaca e Torácica CSB e do Porto Heart Center introduziu pela primeira vez na prática privada do norte do país este tipo de intervenção.

A cirurgia cardíaca convencional é na maioria dos casos a primeira escolha para tratar doenças da válvula aórtica, como é exemplo o caso da estenose aórtica. No entanto para alguns doentes esta solução pode ter contraindicações e ser demasiado arriscada. A TAVI | Implante transcatéter de válvula aórtica, pode ser uma opção a considerar, mas nem sempre, por razões anatómicas, é possível faze-lo. Também para estes casos existe uma solução: o implante transapical de válvula aórtica.

O procedimento consiste em introduzir através de uma muito pequena incisão no tórax, 2 cm, uma válvula colapsada que se expande quando chega ao coração. Este procedimento é efetuado através de um cateter e pode ser efetuado com anestesia geral ou com local e sedação ligeira.

Na maioria dos casos a primeira escolha para tratar as doenças da válvula aórtica, como a estenose aórtica, é a cirurgia cardíaca. Na CSB praticamente todas as cirurgias da válvula aórtica são efetuadas através de uma mini-esternotomia.

O procedimento consiste em substituir a válvula doente através de uma incisão no tórax com cerca de 5 cm. A válvula usada é colocada sem recurso a suturas (autoexpansível). Este tipo de procedimento reduz a potencialidade de complicações e facilita a recuperação.

A Clínica de Cirurgia Cardíaca da CSB é pioneira, em Portugal, neste tipo de intervenção.

Na maioria dos casos a primeira escolha para tratar as doenças da válvula mitral é a cirurgia cardíaca. No entanto para alguns doentes de muito elevado risco, esta solução pode ter contraindicações e condicionar maus resultados. Nestes casos o Mitraclip, pode ser uma opção a considerar.

O procedimento consiste em introduzir, através de um cateter colocado numa veia, um “clip” que reduz a insuficiência mitral. Este procedimento é efetuado geralmente com anestesia local e sedação.

Na maioria dos casos a primeira escolha para tratar as doenças da válvula mitral, como por exemplo a insuficiência mitral, é a cirurgia cardíaca. Na CSB praticamente todas as cirurgias para tratamento da IM são plastias mitrais, uma cirurgia de alta complexidade mas com resultados excelentes. O procedimento consiste em reparar a válvula doente através da colocação de neocordas. Este tipo de procedimento permite evitar a colocação de uma válvula prostética e reduz a potencialidade de complicações imediatas e à distancia.

A Clínica de Cirurgia Cardíaca da CSB é pioneira, em Portugal, neste tipo de intervenção.

Recentemente introduzimos mais um melhoramento: a cirurgia é efetuada com ajuda de uma câmara vídeo e através de usar uma mini-incisão (4-6 cm).

Durante o desenvolvimento embrionário existe uma comunicação entre as 2 cavidades cardíacas, a aurícula esquerda e a aurícula direita. Com o nascimento essa comunicação (buraco ou forâmen) encerra-se. Em alguns casos o forâmen mantem-se aberto, patente, e pode em certas situações ser necessário proceder ao seu encerramento.

O encerramento do forâmen oval patente faz-se através de um cateter colocado numa veia e fazendo deslocar um dispositivo de encerramento até ao foramen. Este procedimento é efetuado geralmente com anestesia local e sedação.

A fibrilação auricular é uma arritmia muito frequente. Esta arritmia causa a formação de coágulos (trombos) sanguíneos que podem embolizar e originar acidentes vasculares cerebrais (AVC). O modo habitual de tratar este problema é e medicação com anticoagulantes como o varfine ou outros de nova geração. Alguns doentes não toleram ou tem contraindicação para estes fármacos.

Como a maioria dos trombos se origina numa estrutura do coração chamada apêndice auricular esquerdo (AAE), nos doentes com intolerância aos anticoagulantes, existe a possibilidade de o encerrar e impedir a formação de trombos e a sua “largada” em direção ao cérebro.

O encerramento do AAE faz-se através de um cateter colocado numa veia e fazendo deslocar um dispositivo de encerramento até ao AAE. Este procedimento é efetuado geralmente com anestesia local e sedação.

A fibrilação auricular é uma arritmia muito frequente. Esta arritmia causa a formação de coágulos (trombos) sanguíneos que podem embolizar e originar acidentes vasculares cerebrais (AVC). O modo habitual de tratar este problema é e medicação com anticoagulantes como o varfine ou outros de nova geração. Alguns doentes não toleram ou tem contraindicação para estes fármacos.

Como a maioria dos trombos se origina numa estrutura do coração chamada apêndice auricular esquerdo (AAE), nos doentes com intolerância aos anticoagulantes existe a possibilidade de o encerrar e impedir a formação de trombos e a sua “largada” em direção ao cérebro.

O encerramento do AAE faz-se através de um cateter colocado numa veia e fazendo deslocar um dispositivo de encerramento até ao AAE. No entanto nem sempre é possível faze-lo deste modo. Para estes casos existe a possibilidade de encerrar o AAE através de uma mini incisão no tórax, mini-toracotomia videoassistida. Este procedimento é efetuado geralmente com anestesia local e sedação.

CIRURGIAS

A doença coronária corresponde a um fenómeno de “aperto” gradual do diâmetro funcionante das artérias coronárias, o que resulta numa diminuição do sangue oxigenado que chega ao coração. Este “aperto” é provocado pela formação de placas de aterosclerose que se vão acumulando dentro das artérias. À medida que vão crescendo, as placas podem reduzir a quantidade de sangue que passa pelas artérias, de tal forma que esta se torna insuficiente para as necessidades do músculo cardíaco, resultando assim em sintomas como fadiga, falta de ar ou dor, conhecida como angina de peito. Estas mesmas placas podem, com o tempo, romper e levar à formação de coágulos que ocluem subitamente as artérias, provocando um “ataque cardíaco” ou enfarte.

Entre as várias opções de tratamento para a doença coronária, encontra-se a opção cirúrgica – a revascularização miocárdica ou bypass aorto-coronário. Em muitos casos, esta é a única solução possível para o tratamento do doente e é a única que demonstrou ser eficaz não só no tratamento sintomático como também no aumento da sobrevida. A cirurgia de revascularização miocárdica exige a abertura cirúrgica do tórax e consiste na construção de vias alternativas para o sangue chegar ao músculo cardíaco, os bypass. Assim sendo, o cirurgião usa vasos sanguíneos do corpo do doente que vai “unir” às artérias coronárias à frente do local onde estas se encontram mais “apertadas”. Os vasos sanguíneos utilizados podem ser colhidos atrás do esterno (o osso que ocupa a parte da frente do tórax), da perna ou do antebraço. Nesta instituição, damos, sempre que possível, preferência ao uso de condutos arteriais para a obtenção de melhores resultados a longo prazo.

Esta cirurgia pode ser realizada com ou sem o apoio de uma máquina que substitui temporariamente a função do coração e dos pulmões – a máquina de circulação extra-corporal (CEC). Por acreditarmos no benefício de evitar a CEC, a vasta maioria dos nossos doentes é operada sem CEC.

Os benefícios da cirurgia incluem:
– Melhoria da qualidade de vida e controlo dos sintomas de angina e de insuficiência cardíaca.
– Recuperação de um estilo de vida mais ativo.
– Diminuição do risco de enfarte.
– Melhoria da sobrevida

Os resultados cirúrgicos são bons, com melhoria significativa ou resolução completa dos sintomas na maioria dos doentes. Apesar de ser possível haver falência dos bypass com o tempo, a maioria dos doentes tem boa evolução clínica por períodos superiores a 15 anos, quando a cirurgia é aliada a bom controlo terapêutico com medicação, dieta e alterações do estilo de vida.

Na doença valvular cardíaca, pelo menos uma das quatro válvulas cardíacas que mantêm o normal fluxo de sangue na direção adequada através do coração não funciona corretamente. A cirurgia cardíaca valvular é um procedimento para tratar a doença valvular durante a qual o cirurgião cardíaco repara ou substitui a válvula cardíaca doente.

As doenças valvulares cardíacas mais comuns com necessidade de cirurgia são a doença da válvula Aórtica e a doença da válvula Mitral. A doença da válvula Tricúspide é menos frequente e quase sempre está associada à doença da válvula Mitral. A doença da válvula Pulmonar raramente necessita de intervenção cirúrgica excepto em doenças cardíacas congénitas em pacientes pediátricos.

Doença da Válvula Aorta
A doença da válvula Aórtica é uma patologia que envolve a válvula que está entre a principal câmara de ejecção do coração, o Ventrículo esquerdo e a principal artéria do corpo, a Aorta. A Doença da válvula Aórtica pode resultar de alguma anomalia anatómica presente desde o nascimento ou mais frequentemente resultar de alterações associadas a infecções ou envelhecimento e calcificação da válvula. A doença da válvula Aórtica pode ser estenose, insuficiência ou uma combinação das duas. Na Estenose Aórtica, a abertura da válvula está apertada e a válvula não abre corretamente.

Esta estenose provoca uma obstrução do fluxo de sangue do coração para a Aorta e para o resto do corpo. Na Insuficiência Aórtica, a válvula não fecha corretamente. Esta insuficiência provoca um refluxo de sangue no sentido contrário da Aorta para o coração.

Doença da Válvula Mitral
A doença da válvula Mitral é uma patologia que envolve a válvula que está entre a câmaras cardíacas esquerdas, a Aurícula esquerda que recebe o sangue com oxigénio dos pulmões e o Ventrículo esquerdo. A Doença da válvula Mitral pode resultar de alguma anomalia anatómica presente desde o nascimento ou mais frequentemente resultar de alterações associadas a infecções, doenças do músculo cardíaco, enfarte cardíaco ou envelhecimento com enfraquecimento ou calcificação da válvula. A doença da válvula Mitral pode ser insuficiência, estenose ou uma combinação das duas. Na Insuficiência Mitral, a válvula não fecha corretamente. Esta insuficiência provoca um refluxo de sangue no sentido contrário do Ventrículo esquerdo para a Aurícula esquerda com acumulação de sangue nos pulmões.

Na Estenose Mitral, a abertura da válvula está apertada e a válvula não abre corretamente. Esta estenose provoca uma obstrução do fluxo de sangue da Aurícula esquerda e pulmões para o Ventrículo Esquerdo.

Doença da Válvula Tricúspide
A doença da válvula Tricúspide é uma patologia que envolve a válvula que está entre a câmaras cardíacas direitas, a Aurícula direita que recebe o sangue sem oxigénio de todo o corpo e o Ventrículo Direito que bombeia o sangue para os Pulmões para ser oxigenado. A Doença da válvula tricúspide pode resultar de alguma anomalia anatómica presente desde o nascimento ou mais frequentemente resultar de alterações associadas a infecções, doenças do músculo cardíaco e de outras doenças valvulares cardíacas em particular da doença da válvula Mitral. A doença da válvula Tricúspide pode ser insuficiência, estenose ou uma combinação das duas.

Tratamento da Doença Valvular
Para reparar ou substituir uma válvula cardíaca, durante a cirurgia, o cirurgião cardíaco necessita de abrir o coração e substituir o funcionamento do coração durante a cirurgia com uma máquina, a máquina de circulação extracorporal. No fim da reparação ou substituição da válvula, o coração é fechado e o seu normal funcionamento é retomado sem a ajuda da máquina de circulação extracorporal. Sempre que há mais que uma válvula cardíaca com doença ou existe outro problema cardíaco associado como a doença coronária, todos as patologias cardíacas são tratados durante a mesma cirurgia cardíaca.

Embora todas as cirurgias cardíacas envolvam algum risco, as complicações major são raras devido à evolução tecnológica e aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas. A cirurgia cardíaca valvular restaura o normal funcionamento do coração com uma taxa reduzida de complicações. Para além disso, prolonga a vida, melhora muito a qualidade de vida com redução marcada dos sintomas de doença cardíaca e preserva o correto funcionamento do coração.

Em desenvolvimento. Brevemente mais informações…

Perceber o cancro do pulmão
Os tumores que têm início no pulmão, dividem-se em dois grupos principais: cancro do pulmão de não-pequenas células e cancro do pulmão de pequenas células, dependendo de qual o aspecto das células envolvidas, quando observadas ao microscópio. Estes dois tipos de cancro do pulmão, crescem e metastizam de formas diferentes, ou seja, têm um comportamento distinto e, como tal, são também tratados de forma diferente.
O cancro do pulmão de não-pequenas células, é mais comum que o cancro do pulmão de pequenas células e, geralmente, cresce e metastiza mais lentamente, ou seja, tem um comportamento menos agressivo. O cancro do pulmão de pequenas células é menos comum que o cancro do pulmão de não-pequenas células. Este tipo de tumor cresce mais rapidamente, e é mais provável que metastize para outros órgãos.

Epidemiologia
O cancro do pulmão tem sido desde há várias décadas o tumor mais frequente do mundo. Representa 13% dos novos casos de cancro anualmente. Em Portugal a sua incidência é cerca de 30 casos por 100.000 habitantes por ano.
O cancro do pulmão é também a causa mais frequente de morte por cancro, representa quase 20% das mortes por cancro. Em Portugal, como no resto do mundo, a sobrevivência destes doentes é uma das menores entre todos os cancros.
O tabagismo é o principal factor de risco de cancro do pulmão. Entre 80 a 90% dos doentes com cancro do pulmão fumam ou já fumaram. Considera-se que o tabaco causa 70% dos cancros do pulmão mas só 20% dos fumadores é que desenvolvem cancro do pulmão.

Prevenção e Diagnóstico Precoce
A prevenção do cancro do pulmão passa fundamentalmente pela adopção de hábitos saudáveis, nomeadamente não fumar e evitar ambientes de fumo. Passa também por estar alerta aos sintomas da doença, devendo consultar o seu médico caso os mesmos se manifestem.
No caso de ser um fumador habitual, deverá realizar consulta periódica com o seu médico de família ou um pneumologista, para efectuar um diagnóstico precoce do cancro do pulmão.

Sintomas
Os sintomas de cancro do pulmão não são exclusivos, podem aparecer noutras doenças. O facto de ter um ou mais dos sintomas aqui descritos não significa que tem cancro do pulmão.
Deverá estar atento e consultar o seu médico se tiver os seguintes sintomas:

– uma pneumonia que não fica curada;
– dor torácica;
– falta de ar;
– tosse com sangue.

Diagnóstico
Os exames utilizados mais frequentemente para o diagnóstico do cancro do pulmão, são os exames de imagem como a radiografia, a Tomografia Axial Computorizada (TAC) e a fibrobroncoscopia. Caso o resultado dos mesmos indiquem uma suspeita de cancro do pulmão, será necessário efectuar uma biopsia pulmonar para avaliação pela Anatomia Patológica, a única forma de confirmar o diagnóstico da doença.

Tratamento
A grande maioria dos doentes diagnosticados com cancro do pulmão são diagnosticados em fases avançadas da doença, não sendo candidatos a tratamento curativo.
Cerca de 9% de todos os doentes com cancro do pulmão são diagnosticados numa fase inicial e são candidatos imediatos a tratamento curativo. Combinações de quimioterapia e/ou radioterapia são estratégias adjuvantes que permitem recuperar para tratamento curativo uma percentagem adicional de cerca de 6%. Assim, cerca de 15% de todos os doentes com cancro do pulmão podem beneficiar de um tratamento curativo que consequentemente eleva a expectativa de qualidade de vida e a sobrevivência.
O único tratamento curativo existente é a CIRURGIA.

Cirurgia
A cirurgia toracoscópica assistida por vídeo (VATS) revolucionou a forma como os cirurgiões diagnosticam e tratam a patologia pulmonar, iniciando uma nova era de progresso e desenvolvimento na cirurgia torácica. A evolução técnica permitiu que nos dias de hoje seja possível a realização de ressecções pulmonares anatómicas para tratamento do cancro do pulmão por abordagem minimamente invasiva, através de um número reduzido de portas de acesso e sem a necessidade de utilizar um afastador de costelas. O número de ressecções pulmonares anatómicas efectuadas através desta abordagem tem crescido exponencialmente por toda a Europa, tornando-se a abordagem de eleição em muitos centros de referenciação.
Na Casa de Saúde da Boavista temos uma equipa especializada e treinada para o tratamento do cancro do pulmão através de uma abordagem por uma porta única com cerca de 3 a 4 cm (VATS Uniportal).

Os benefícios desta abordagem incluem:
– Menor dor
– Melhor resultado estéticos e funcional
– Internamento mais curto
– Recuperação e regresso à atividade diária normal mais rápido

O que é um Pneumotoráx?

O pneumotórax consiste no aparecimento anormal de ar entre o pulmão e a pleura parietal que é a membrana que reveste a parede interna do tórax. O ar localizado entre o pulmão e a parede torácica provoca um aumento da pressão na cavidade torácica e comprime o pulmão, podendo causar dificuldades respiratórias.

O pneumotórax espontâneo pode ser primário ou secundário a uma patologia pulmonar aguda ou crónica. O pneumotórax espontâneo primário pode surgir sem nenhum factor externo desencadeante. Na realidade, a maioria dos indivíduos têm uma doença pulmonar não reconhecida, resultando o pneumotórax da ruptura de uma bolha subpleural. Este é mais frequente nos jovens altos, magros, do sexo masculino e com um predomínio nos fumadores de 6:1 em relação à população não fumadora.
Os principais sintomas são a dor torácica, que muitas vezes aparece subitamente e a falta de ar que frequentemente acompanha a dor torácica.

No tratamento do pneumotórax a primeira opção terapêutica consiste na remoção do ar contido na cavidade pleural através da colocação de um dreno torácico que se introduz no espaço pleural.
Se o pneumotórax não resolver com estas primeiras abordagens médicas a opção cirúrgica é a mais adequada.

Cirurgia Torácica Vídeo Assistida (CTVA) Uniportal
A cirurgia está indicada nas seguintes situações:
– Fuga de ar persistente por um período superior a quatro dias após inserção do dreno pleural;
– Pneumotórax recidivante;
– Pneumotórax contralateral prévio;
– Pneumotórax bilateral.

A CTVA uniportal é eficaz, não apenas no tratamento do pneumotórax espontâneo, como também na prevenção do pneumotórax recorrente.
A cirurgia é realizada sob anestesia geral, onde é feita uma pequena incisão de 2-2,5cm por onde se introduzem uma câmara e os instrumentos cirúrgicos apropriados.

Com a câmara o cirurgião localiza as bolhas de enfisema normalmente apicais, que são ressecadas com suturas mecânicas.
Após isso é realizada a pleurodese, uma reacção de cicatrização que vai fazer com que o pulmão fique aderente à parede torácica.

A CTVA uniportal é considerada actualmente o procedimento gold-standard no tratamento do pneumotórax recidivante. Ela permite:
• Excelente visualização de todo o pulmão e cavidade pleural;
• Uma elevada taxa de sucesso;
• Pouca dor pós-operatória;
• Boa cosmética;
• Redução da permanência hospitalar;
• Retorno mais rápido ao trabalho.

O que é a hiperhidrose?
A hiperhidrose é uma doença que provoca uma transpiração excessiva muito para além do necessário para a regulação da temperatura corporal, e pode manifestar-se em uma ou mais áreas, como axilas, palma das mãos, rosto, cabeça, plantas dos pés e virilha. A doença tem um impacto profundo na vida do paciente, e pode levar ao isolamento social e à depressão.
Quem sofre de hiperidrose, normalmente, não consegue realizar algumas tarefas consideradas rotineiras e passam a usar de forma constante lenços e guardanapos de papel para poder cumprimentar outras pessoas, escrever, usar o computador e outros instrumentos do trabalho.
Com o passar do tempo acaba por afectar psicologicamente quem sofre desta doença. Os doentes têm dificuldades importantes na relação social e afectiva por causa do seu problema. Evitam-se os apertos de mão, escondem-se as embaraçosas manchas de suor nas axilas e, quanto ao contacto com os outros, só o imprescindível. Embora na actualidade seja mais conhecida, ainda há muita gente que não sabe do tratamento definitivo da hiperidrose e dos seus bons resultados; há ainda familiares e profissionais da saúde que minimizam a importância do problema, quando o tratamento é simples, seguro e definitivo.


Solução definitiva: a cirurgia!
Embora exista um tratamento, simples, seguro e definitivo, a falta de informação ainda é um importante obstáculo a ser superado, pois a população em geral desconhece a doença.
A simpaticectomia torácica superior bilateral é uma cirurgia minimamente invasiva que trata a hiperhidrose de forma definitiva. Trata-se de uma cirurgia simples de 15 minutos, realizada por videotoracoscopia, em que se utiliza anestesia geral e é feita uma pequena incisão de 1 cm por baixo da axila. Nos doentes com hiperhidrose é realizada a ablação do nervo simpático. O doente tem alta cerca de 6 a 8 horas após a cirurgia e pode regressar à sua rotina profissional decorridos 2 ou 3 dias.

Quais os riscos da cirurgia?
A única sequela da simpaticectomia torácica é a própria anidrose, ou seja, as mãos ficam secas e quentes, mas nem dá para notar essas alterações no dia a dia. Em casos extremos pode ser necessário usar um creme hidratante à noite. A intervenção por si só é pouco dolorosa e facilmente controlada com analgésicos comuns. Ao fim de 2 ou 3 dias não sentirá qualquer desconforto e poderá voltar ao seu trabalho. Uma complicação rara é a hipersudorese compensatória (deslocação da transpiração para outras partes do corpo). Quando surge, aparece geralmente nas costas, no peito ou nas coxas. Sente-se sobretudo nos períodos de calor, mas geralmente é bem tolerado.

Em desenvolvimento. Brevemente mais informações…

EQUIPA MÉDICA

Dr. João Peixoto

Dr. Tiago Vaz

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UNIDADES INTEGRANTES DA CARDIOLOGIA CASA DE SAÚDE DA BOAVISTA

  • ANGIOGRAFIA
  • BIÓPSIAS
  • COLONOSCOPIA VIRTUAL
  • DENSITOMETRIA ÓSSEA
  • ECO-DOPPLER
  • ECOGRAFIA
  • ELETROMIOGRAFIA – E.M.G.
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  • RADIOLOGIA DENTÁRIA
  • RADIOLOGIA DIGITAL
  • RMN – RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
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  • CARDIOLOGIA
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  • ECOCARDIOGRAMAS
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  • CATETERISMO CARDÍACO DIAGNÓSTICO
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  • ENCERRAMENTO TRANSCATÉTER DE FORÂMEN OVAL PATENTE
  • ENCERRAMENTO TRANSCATÉTER DO APÊNDICE AURICULAR ESQUERDO
  • ABLAÇÃO POR CATETER DA FIBRILHAÇÃO AURICULAR
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Vou ser operado ao coração. E agora?

É natural que se sinta ansioso depois da decisão de se submeter à operação. Estas preocupações podem ser reduzidas desde que, perceba a necessidade da operação, que converse com a equipa cirúrgica e anestésica e que tenha as suas questões respondidas.

Insuficiência da válvula mitral – do mito à realidade.

A insuficiência da válvula Mitral é caraterizada pela incapacidade de a válvula Mitral, no lado esquerdo do coração, fechar corretamente. É a doença valvular mais frequente nos Estados Unidos e a segunda mais frequente na Europa.

Tratar a estenose aórtica severa por cirurgia cardíaca minimamente invasiva

A estenose aórtica é uma doença grave; se não for detetada atempadamente, pode ter um desfecho fatal. Os sintomas habituais são cansaço, dor no peito e desmaios. Esta doença afeta cerca de 32 mil portugueses, a maioria com mais de 70 anos, limitando as suas capacidades e diminuindo a qualidade de vida.

O que é a pericardite?

O termo pericardite entrou recentemente no léxico comum, pela sua associação à pandemia COVID-19. A pericardite tem múltiplas etiologias (causas) e os vírus sempre foram uma das mais frequentes; por isso, não é estranha a sua relação com o SARS-CoV-2.

Tratamento cirúrgico do pneumotórax

O pneumotórax consiste no aparecimento anormal de ar entre o pulmão e a pleura parietal, que é a membrana que reveste a parede interna do tórax. O ar localizado entre o pulmão e a parede torácica provoca um aumento da pressão na cavidade torácica e comprime o pulmão, podendo causar dificuldades respiratórias.

MIDCAB – A cirurgia coronária minimamente invasiva

Esta técnica cirúrgica demonstrou ter os mesmos excelentes resultados da técnica cirúrgica coronária convencional, mas com uma abordagem em todos os aspetos mais favorável ao doente.

Encerramento percutâneo forâmen ovale patente

O forâmen ovale é uma comunicação entre a aurícula direita e a esquerda, as cavidades mais “altas” do coração. A sua presença é fundamental na vida intra-uterina, mas, nas primeiras horas depois do nascimento, este “buraco” encerra-se espontaneamente. No entanto, numa percentagem bastante elevada de casos, a comunicação mantém-se aberta: fala-se, então, de forâmen ovale patente conhecido vulgarmente pelo acrónimo FOP.

Morte súbita em tempos de pandemia

Num estudo norte-americano, publicado recentemente na reputada revista científica “European Heart Journal”, de vigilância contínua ao longo de um período de 100 dias, durante a pandemia de COVID-19 nos EUA, foram avaliadas arritmias ventriculares (potencialmente fatais) em pacientes com cardioversor-desfibrilhador implantável (CDI), a partir de 20 centros em 13 estados, através de monitorização remota.

Prevenção do AVC. Quando a medicação não é suficiente.

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença muito frequente em Portugal: estima-se que todos os anos aconteçam cerca de 25000 novos casos, sendo uma das principais causas de morte e incapacidade permanente no nosso país.

Mês da sensibilização para o cancro do pulmão.

Dr. José Miranda, médico na Casa de Saúde da Boavista, em entrevista ao programa "Consultório" do Porto Canal, discute as estratégias de prevenção, diagnóstico e de tratamento de uma das mais mortais neoplasias que afetam a sociedade portuguesa.

Dr. José Miranda, em entrevista, a propósito do mês da sensibilização para o cancro do pulmão

“Se vamos entrar numa guerra difícil, temos de melhorar as nossas probabilidades a favor, pela prevenção”, são as palavras do Dr. José Miranda, cirurgião torácico na Casa de Saúde da Boavista, a batalha é “muito difícil, mas não impossível".

De volta à normalidade: a cirurgia da válvula mitral

Desde 1960, cirurgiões cardíacos em todo o mundo implantam válvulas cardíacas que salvam vidas. O Dr. Ricardo Ferraz é um desses cirurgiões.

Tudo o que quer saber sobre a Hidroxicloroquina

O uso de (hidroxi)cloroquina não está comprovadamente recomendado na COVID-19 e o seu uso deve ser sempre indicado por médico especialista e sob apertado controlo e monitorização de potenciais efeitos laterais adversos.

Estratégias para reduzir a necessidade de transfusões em cirurgia cardíaca

Estas estratégias consistem numa abordagem multidisciplinar com o objectivo de racionalizar e minimizar a utilização de transfusões sanguíneas e outros hemoderivados na prática clínica.

Dia Mundial do Cancro do Pulmão

Prof. Dr. Miguel Guerra, cirurgião cardiotorácico na Casa de Saúde da Boavista, esteve em no programa "Manchetes 3" na RTP 3.

Artigo publicado na Revista Portuguesa da SPCCTV

A Enf. Joana Teixeira e restantes autores publicam um artigo na Revista Portuguesa de Cirurgia Cardiotorácica e Vascular sobre o efeito da cirurgia videoscópica no tratamento da hiperidrose focal.

Afinal o que é o enfarte do miocárdio?

Quando um episódio súbito de doença ocorre numa personagem mediática, e as notícias surgem atabalhoadamente e com pouca qualidade, corremos o risco de obter muita informação incorreta e descontextualizada. Acabamos por não perceber bem o que ocorreu ou, pior, formar conceitos errados sobre o assunto.

TAVI, Like a Rolling Stone

Mick Jagger foi submetido recentemente a uma cirurgia cardíaca. O procedimento em questão foi mais precisamente uma TAVR ou TAVI. Este procedimento consiste no implante de uma prótese valvular em posição aórtica.

Opções cirúrgicas para o tratamento do Cancro do Pulmão

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Nova evidência a favor do tratamento percutâneo da insuficiência mitral

A insuficiência mitral é uma doença muito prevalente, cuja incidência aumenta progressivamente com a idade. Ao longo dos últimos dez anos, foram desenvolvidas várias técnicas pouco invasivas que permitem o tratamento de doentes com maior risco.

Cirurgia minimamente invasiva da válvula mitral

Cirurgia minimamente invasiva é definida quando a abordagem cirúrgica é realizada através de incisões mais pequenas comparativamente, com a cirurgia convencional.

Pectus Excavatum. O que é?

O Pectus Excavatum é a mais frequente deformidade congénita da parede torácica, afetando uma em cada 500 pessoas, sendo três a cinco vezes mais frequente no sexo masculino.

Um passado que permite olhar o futuro

Mais de 1500 cirurgias depois, a Clínica de Cirurgia Cardíaca e Torácica da Casa de Saúde da Boavista continua, como no primeiro dia, a colocar ao serviço dos seus doentes a experiência, o conhecimento e a dedicação de uma equipa de profissionais de saúde.

Implante valve in valve trans-apical

A Casa de Saúde da Boavista foi o primeiro hospital privado em Portugal a realizar uma TAVI trans-apical "valve-in-valve", num paciente já operado ao coração, para tratar a prótese mitral severamente insuficiente.

Prevenir o AVC

Sabia que se tem mais de 65 anos e sente palpitações pode estar em risco de Acidente Vascular Cerebral?

Hiperidrose ou Sudorese Excessiva: Pode ser tratada?

A hiperidrose é uma doença caraterizada pela produção excessiva e inadequada de suor. A sudorese excessiva pode ocorrer predominantemente nas mãos nas axilas ou nos pés. Pode existir isolada ou em mais que uma zona do corpo.

Estou em risco de acidente cardiovascular ou AVC?

Todos os dias muitas famílias ficam em estado de choque perante a ocorrência de um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral inesperado, mas esta tragédia não é mais uma fatalidade. Podemos e devemos mudar este estado de coisas.

Cirurgia Cardíaca e Torácica com tecnologia 3D

As cirurgias foram efetuadas por incisões muito mais pequenas que o habitual…

Cirurgia cardíaca sem recurso a cirurgia

A Casa de Saúde da Boavista é a primeira unidade de saúde privada a implantar no norte do país uma válvula aórtica através de pequena incisão de poucos milímetros na virilha e sem recurso a cirurgia cardíaca.

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Insuficiência da válvula mitral – do mito à realidade.

A insuficiência da válvula Mitral é caraterizada pela incapacidade de a válvula Mitral, no lado esquerdo do coração, fechar corretamente. É a doença valvular mais frequente nos Estados Unidos e a segunda mais frequente na Europa.

Como Chegar

  • Automóvel

    Acesso pela Via de Cintura Interna (VCI), A28, Constituição, R. Pedro Hispano e R. Central de Francos.

    › Rua Pedro Hispano, 923
    GPS -923 N 41.16452º – W 8.63188º

  • Autocarros STCP

    202 – Lóios / Castelo do Queijo
    208 – Sá da Bandeira / Aldoar
    501 – Sá da Bandeira / Matosinhos (Praia)
    507 – Cordoaria / Leça da Palmeira
    601 – Cordoaria / Aeroporto

  • METRO

    Estação Francos
    Linha A Azul
    Linha B Vermelha
    Linha C Verde
    Linha E Violeta
    Linha F Laranja

  • TÁXIS

    Existe uma paragem de Táxis junto à entrada do ATENDIMENTO URGENTE 24.